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*Danilo André Fuster

Celso Furtado nasceu no sertão do estado da Paraíba, em 1920. Participou da Segunda Guerra Mundial, atuou no serviço público do estado do Rio de Janeiro e em 1948 entra na CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina). Também foi nomeado diretor regional do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e no grupo de trabalho de Desenvolvimento do Nordeste, que dará futuro a SUDENE (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste). O golpe militar cassa seus direitos políticos e ele se exila em Paris, onde leciona na Universidade de Sorbonne. Ao regressar ao Brasil assume o Cargo de Ministro da Cultura (governo José Sarney) e, em 1997, é nomeado membro da Academia Brasileira de Letras.

 A profundidade da obra de Celso Furtado e a sua perenidade residem no fato dele ter pensado a economia brasileira fora dos moldes neoclássicos para criar uma obra original, fundando, assim, uma escola econômica, o estruturalismo. Furtado critica o subdesenvolvimento e insiste em superá-lo pela via do fortalecimento dos mercados internos nacionais, na ocupação plena da força de trabalho e do capital e na distribuição de renda.

Segundo Francisco de Oliveira, algumas das influências teóricas do autor são: os trabalhos da CEPAL, Capistrano de Abreu, Roberto Simonsen, Caio Prado Júnior (tese de doutoramento), Gilberto Freire, Karl Manheim, Max Weber (teorização dos processos de racionalização e da formalização hierárquicas), Karl Marx (junção entre teoria e história) e, principalmente, John Maynard Keynes (Estado intervencionista, fortalecimento do mercado interno, etc).

Esse grande pensador nos deixou no ano 2004, em seu apartamento no Rio de Janeiro, já aos 84 anos. Porém, a sua obra segue eternizada.

Palavras chave: Celso Furtado, Brasil, Subdesenvolvimento, Pensamento Econômico, CEPAL.

*Danilo André Fuster - Servidor público do município de São Paulo atuando como professor na Escola de Gestão e Contas Públicas Conselheiro Eurípedes Sales do Tribunal de Contas do Município de São Paulo, Bacharel em Gestão de Políticas Públicas pela EACH-USP e mestre em Gestão de Políticas e Organizações Públicas pela UNIFESP.

REFERÊNCIAS:

FURTADO, Celso. Formação Econômica do Brasil. São Paulo, Companhia Editora Nacional, 2003. Capítulo 20: “Gestação da Economia Cafeeira” pp. 129-136. Capítulo 21: “O problema da mão-de-obra. I. Oferta interna potencial” pp. 137-143. Capítulo 22: “O problema da mão-de-obra: II. A imigração europeia” pp. 144-149. Capítulo 23: “O problema da mão-de-obra. III. Transumância amazônica” pp. 150-156. Capítulo 24: “O problema da mão-de-obra. IV. Eliminação do trabalho escravo” pp. 157-162.

OLIVEIRA, Francisco. “Resenha de formação econômica do Brasil”. in: Introdução ao Brasil: um banquete nos trópicos. Org: Lourenço Dantas Mota, Ed. Senac 1999.


 Os artigos aqui publicados não refletem a opinião da Escola de Contas do TCMSP e são de inteira responsabilidade dos seus autores.

 


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