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Assessoria de Imprensa

 

Dando continuidade às suas atividades, o Cineclube da Escola Superior de Gestão e Contas (EGC) do Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCMSP) exibiu o documentário “Vocacional - Uma Aventura Humana”, que retrata, a partir do olhar de alunos, coordenadores e professores da época, a experiência educacional vivenciada na década de 1960, em seis escolas da rede pública estadual de São Paulo, onde foi implantado o projeto experimental chamado de “ensino vocacional”, sob a coordenação geral da renomada educadora Maria Nilde Mascellani.

 

A exibição do documentário, realizada por meio das redes sociais da ECG na última sexta-feira (8/10), foi seguida de debate, com a participação do diretor do filme, Toni Venturi, ex-aluno da unidade vocacional da capital de São Paulo. Também participaram do bate-papo, os ex-professores Antonio Pedro Zago, Esméria Rovai, além de Luigy Marques, ex-aluno e ex-presidente da Associação GVIVE, que cuida da memória do ensino vocacional.

 

Por meio de relatos, o documentário resgata a memória dessa experiência educacional implantada em uma escola pública da capital e cinco do interior. Os depoimentos elucidam fundamentos teórico-filosóficos do projeto vocacional, que tinha como um dos princípios pedagógicos mais importantes o homem entendido como um cidadão do mundo, respeitado na sua essência e integralidade, dentro de um dado contexto. Nesse sentido, antes de se iniciar o planejamento escolar, era realizado um estudo sobre a comunidade local, que dava respaldo para o planejamento curricular.

 

Os participantes do documentário também resgatam informações sobre a estrutura do currículo nessas escolas, com integração entre as disciplinas e que incluía, além das matérias obrigatórias, várias optativas como artes plásticas, artes industriais, artes domésticas e práticas comerciais, além de estudo do meio. Os métodos de avaliação inovadores, com ampla participação dos alunos por meio de autoavaliação, também foram elogiados pelos alunos e professores da época como um elemento que contribuía para o desenvolvimento da autonomia e da consciência crítica.

 

Em uma das cenas do documentário, a educadora Maria Nilde fala sobre o projeto do ensino vocacional que, segundo o seu entendimento”, “desenvolve nos jovens uma atitude crítica perante a realidade”. Os depoimentos de quem viveu a experiência atestam que o projeto idealizado por Maria Nilde teve os seus objetivos alcançados.

 

Na visão dos depoentes, entre os quais o diretor do documentário e ex-aluno, Toni Venturi, a filosofia educacional adotada pelo projeto foi transformadora nas suas vidas. No decorrer do filme, as falas vão elucidando os significados sociais e políticos dessa experiência educacional na trajetória de cada um dos participantes, tendo como pontos convergentes o entendimento de que a experiência desenvolvida no projeto foi capaz de formar cidadãos críticos e atuantes.

 

No entanto, essa proposta inovadora de ensino não resistiu às imposições dos governos militares que se instalaram no País a partir de 1964. As experiências foram taxadas de subversivas. Os educadores que lideravam o projeto foram afastados das suas atividades, e as escolas foram definitivamente reintegradas à rede de ensino comum a partir de 1970.

 

A mediação do evento foi realizada por Fernando Ferric, da Escola de Gestão e Contas do TCMSP que, entre outros aspectos, destacou a contribuição do documentário para repensar a educação pública na atualidade.

 

 cineclube fernando ferric

 

 


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